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//A Veneza Brasileira

A Veneza Brasileira

Situada no litoral Fluminense, na Baía de Ilha Grande, a cidade de Paraty é uma joia do período colonial brasileiro, a cidade foi projetada para ser um importante porto da colônia, e, para aqueles que gostam de História, Paraty é uma rota incrível a seguir.

Caminhar pelo calçamento de pedras pés-de-moleque, as quais vieram das cachoeiras da região, é como teletransportar-se para o Brasil Colonial diante de preservadas construções projetadas pelos portugueses durante o ciclo do ouro. Por estar localizada quase ao nível do mar, a cidade foi projetada levando em consideração as mudanças das marés, as ruas funcionam quase como canais para o escoamento da água do mar, na mureta que cerca o Centro Histórico há várias passagens para a entrada da água, que inunda periodicamente algumas ruas.

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A charmosa Paraty tem inúmeros passeios a oferecer, o que a transforma em um destino que vale a pena ser visto sem cortes, reserve um final de semana e incorpore-se nesse incrível cenário histórico.

O Centro Histórico de Paraty foi tombado graças ao Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, quase nada mudou por lá. Construído entre os séculos XVIII e XIX, sua paisagem continua marcada pelos mesmos cartões postais, os casarões coloniais e as belas igrejas. Em média você leva cerca de 20 minutos para visitar todo o Centro Histórico a pé, e há muitas opções para se visitar, como: A Casa da Cultura, que apresenta exposições sobre a arte, cultura e história de Paraty; o Museu de Arte Sacra de Paraty que funciona no cartão postal da cidade, a Igreja Santa Rita; e muitas outras opções como os diversos shows de rua, lojas de artesanato e restaurantes que oferecem pratos locais.

O curioso é que o Centro Novo é logo ao lado, e a qualquer momento você pode sair por uma das ruas do Centro Histórico e encontrá-lo para visitar seus grandes comércios.

 

Foto: Marinelson Almeida Silva

Além de cultura, o município de Paraty está quase inteiro em áreas de parques e de preservação ambiental. Existem muitos passeios com essa pegada natural, trilha, caiaque, rafting, são apenas alguns dos exemplos do que dá pra se fazer por lá.

O Caminho do Ouro, uma estrada construída pelos escravos entre os séculos XVII e XIX, é um ícone, te permite conhecer mais sobre a história e contemplar a exuberância da Mata Atlântica do Parque Nacional da Serra da Bocaina. A visitação é somente permitida com guias autorizados e deve ser agendada pelo site da cidade.

Outra dica seguindo a linha ambiental, é a possibilidade de praticar o arvorismo+tirolesa, que te dá a oportunidade de ver a natureza do alto. Uma atividade que vem ganhando fama entre os turistas na região é a observação das aves, e motivos não faltam para tal, são cerca de 448 espécies de aves já catalogadas na região.

Foto: Henrique Ferreira

Não poderíamos falar de Paraty e não citar suas ilhas e praias, grande parte delas ainda são muito selvagens, praticamente intocadas. Suas águas são claras e calmas, cheias de peixes tropicais. Sem dúvidas é o que motiva grande parte dos visitantes a ir para a bucólica cidade.

E quando se fala de praias, fala-se de escunas, traineiras, veleiros, lanchas,  todas essas embarcações são oferecidas para se curtir o mar de Paraty, e, associado a isso, estão o batismo de mergulho e a pescaria.

A Ilha do Pelado talvez seja um dos destinos mais procurados de Paraty, é muito próxima do centro da cidade, cerca de 10 minutos de barco. É uma pequena faixa de areia adornada por águas cristalinas.

A Praia do Sono, também é uma das praias para se manter no seu roteiro, é um tanto deserta, paradisíaca e escondida, longe de estradas. Uma das mais bonitas e bem cuidadas da região, ótima para aventureiros que gostam de fazer trilhas e acampar. Você também não pode deixar de visitar a Vila de Trindade, cachoeiras e praias de faixas extensas de areia e águas cristalinas. 

Foto: Rodney Domingues

Aproveite a sua estadia em Paraty e visite os Alambiques de cachaça artesanal, de tão importante  no século XVIII, a cachaça paratiense tomou proporções gigantescas e teve o nome da cidade como sinônimo da bebida na canção de Assis Valente, Camisa Listrada, interpretada por Carmen Miranda.

 

Por Lorena Christine – Redatora de Conteúdos

 

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