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//Não é Japão, é Jalapão

Não é Japão, é Jalapão

O Jalapão é uma região do cerrado brasileiro, no estado do Tocantins, que engloba vários municípios e diferentes áreas de preservação, entre elas o Parque Estadual do Jalapão. A área total do Jalapão é de 34 mil km² e a região é considerada um dos maiores bloco de vegetação nativa remanescente no Brasil.

Abriga centenas de atrativos naturais que fizeram deste um dos maiores destinos de ecoturismo do país – são belas praias fluviais, cachoeiras, fervedouros, dunas, grutas, cânions, entre vários outros encantos naturais de tirar o fôlego, espalhados por uma extensa área de mais de 30 mil quilômetros quadrados.

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Devido ao isolamento de sua localização, sua natureza permanece bem protegida e relativamente selvagem; no entanto, esse mesmo motivo também faz com que o acesso até lá possa ser um pouco complicado se feito de carro e por conta própria, pois a infraestrutura da região ainda é um tanto precária (energia elétrica e estradas pavimentadas existem apenas nas cidades e povoados principais, não há como usar GPS e não há sinal de celular ou orelhões).

Não há aeroportos na região do Jalapão,  o único meio de transporte até lá é por via terrestre. Para quem chega de outros estados o ideal é ir de avião até Palmas, capital do Tocantins, e de lá seguir de carro até o Jalapão.

Foto: Reprodução/Jalapa,  é a flor que dá nome ao Jalapão

O que fazer no Jalapão?

As Dunas do Jalapão são visita obrigatória para quem viajar pela região. O conjunto de dunas é formado pela erosão das rochas de arenito que formam a Serra do Espírito Santo. Com a ação do vento e uma conjunção perfeita de fatores, a areia é depositada sempre no mesmo local, dando origem à única formação de dunas no cerrado brasileiro.

Foto: turismo.to.gov.br

O horário mais indicado para visitar as Dunas do Jalapão é ao final da tarde, quando a cor da areia é intensificada pelo entardecer. Subir pelo grande paredão da duna é proibido — a fim de preservar a formação da areia. Por isso siga a trilha pela lateral para ir até o topo. Do alto da duna, é possível ver todo o “deserto” formado em meio ao cerrado.

Ao visitar as Dunas do Jalapão, respeite as regras do Parque Estadual. É comum ter fiscais no alto das dunas e eles podem multar os turistas que, por exemplo, se lançarem pelo paredão da duna onde o acesso não é permitido.

As Dunas do Jalapão estão localizadas dentro do Parque Estadual do Jalapão. O acesso é gratuito e o local permanece aberto até 18h. Não é permitido passar a noite nas dunas.

Cachoeira do Formiga

A cachoeira está entre as mais belas da região e, com toda certeza, entre as mais visitadas. A queda d’água não é muito grande, mas a piscina que se forma é de intenso verde esmeralda que encanta os turistas. Com a temperatura exata da água para aplacar o calor do Jalapão sem deixar ninguém morrendo de frio. Além disso, a água da Cachoeira do Formiga é tão transparente que permite ver o fundo de areia calcária. Quem mergulha consegue ainda ver a grande pedra que dá tons de azul a um dos trechos da cachoeira.

Foto: turismo.to.gov.br

A água da cachoeira escoa pela lateral do poço principal e forma uma deliciosa piscina de água natural bem ao lado. Ótima para relaxar e para quem não sabe nadar.

A Cachoeira do Formiga está localizada em área particular e é cobrado ingresso para visitação. O custo, por pessoa, é de R$ 20. Na área, há também local para Camping, com custo de R$ 30 por pessoa. O acesso é bem fácil e não exige trilhas para chegar ao local.

A Cachoeira da Velha

É uma das principais atrações localizadas dentro do Parque Estadual do Jalapão e é a maior cachoeira da região. A potência dessa queda d’água oferece espetáculo grandioso para os turistas, que podem chegar bem perto seguindo pela plataforma de madeira construída especialmente para observação da paisagem. Destaque para a árvore que cresce em meio à cachoeira, no paredão que separa as duas quedas. Os turistas que visitam o local apenas pela plataforma enxergam somente uma das quedas.

Foto: turismo.to.gov.br

O banho nas quedas d’água com acesso pela plataforma não é permitido, até porque a força da água é muito grande. A Cachoeira da Velha recebe as águas do Rio Novo, um dos maiores rios de água potável do mundo. O acesso é gratuito e o carro chega à beira da plataforma, o que facilita para todos os turistas.

Rafting na Cachoeira da Velha

Foto: turismo.to.gov.br

Sem dúvida, esta é uma das melhores atividades para se fazer no Jalapão. O rafting na Cachoeira da Velha é emocionante e permite sentir a potência de suas águas bem de perto.

Prainha do Rio Novo

Considerado um dos maiores rios de água potável do mundo, o Rio Novo é um dos melhores pontos do Jalapão para um mergulho.  A Prainha do Rio Novo, localizada a poucos metros da Cachoeira da Velha, tem longa faixa de areia branca, água tranquila e muita sombra para quem quiser descansar.

Foto: turismo.to.gov.br

A Prainha do Rio Novo situa-se próxima Cachoeira da Velha. É comum que o local seja ponto de parada para lanches e um intervalo nos dias de calor. No alto da escadaria que leva à praia, os guias montam deliciosos piqueniques enquanto os turistas curtem a água geladinha do rio.

Apesar da água tranquila, o Rio Novo tem correnteza. Evite nadar para o outro lado da margem e fique atento. O rio também tem pequenos peixes que podem ser vistos com a ajuda de uma máscara de mergulho ou mesmo de fora da água.

Fervedouros? o que é isso?

A pressão exercida pela água que jorra do lençol freático para a nascente é capaz de manter as pessoas em flutuação constante, sem nenhum esforço.

Fervedouro do Ceiça

O mais famoso fervedouro, e o primeiro a ser descoberto, é o  com um poço de água transparente em meio a bananeiras, o cenário faz com que esse seja um dos lugares mais espetaculares do Jalapão.

Foto: turismo.to.gov.br

Já o Fervedouro Bela Vista é considerado por muitos o mais belo da região. Com 15 metros de diâmetro e água extremamente azul.

Foto: turismo.to.gov.br

Fervedouro do Alecrim

Bem parecido com o Bela Vista, porém com água em tons de verde, o também oferece um delicioso poço para flutuação.

Foto: turismo.to.gov.br

Fervedouro do Encontro das Águas

localizado ao lado do encontro das águas do Rio Formiga e Rio do Sono

Se destaca pela enorme potência da nascente, que faz com ele seja o mais forte do Jalapão.

Fervedouro do Buritizinho

Foto: turismo.to.gov.br

O tamanho reduzido (com capacidade para apenas quatro pessoas) não diminui a diversão de flutuar intensamente. O diferencial do  é a água extremamente transparente e azul.

Fervedouro do Rio Sono

Foto: turismo.to.gov.br

No Jalapão tem diversas atividades para realizar. O Parque Estadual do Jalapão, sendo uma área de preservação ambiental possui leis e horários para funcionamento.

O Jalapão ainda é um destino com acesso difícil. Isso porque a maioria das estradas da região é de terra ou areia fofa. O terreno traiçoeiro faz com que carros atolem com frequência, especialmente na época da seca, quando o solo arenoso se torna ainda mais fofo, dificultando a locomoção de veículos sem tração nas quatro rodas. Para viajar ao Jalapão é altamente recomendável um veículo 4×4 e um motorista experiente em estradas de areia.

Que tal se aventurar pelas estradas do Jalapão?

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Por Rosana Soares – editora de conteúdo